Atitude e gratidão

Na última quinta-feira (19) aconteceu umas das experiências mais gratificantes depois que decidi conduzir minha carreira como consultora. O interessante é que as oportunidades parecem ser as mesmas que antes, mas a minha postura diante de tudo mudou completamente.

Tive a honra de ministrar uma palestra na Fappes para alunos do curso de Administração. A receptividade e gratidão das pessoas me tocaram incrivelmente, saber que os conhecimentos compartilhados de forma despretensiosa ajudaram tanto me fez muito bem, ainda mais sabendo que também fiz bem a todos os quase 70 alunos presentes.

Pensando no que fiz nos últimos quatro meses chego a ficar assustada com a velocidade dos acontecimentos e como situações extremamente favoráveis tem se apresentado.

Estamos vivendo um momento muito delicado no Brasil e no mundo, fatos que nos faz pensar até que ponto estamos no caminho certo, do bem, da compaixão…

O que precisamos é tão pouco frente ao que queremos, precisamos pensar o que de fato nos faz realizados, confiantes e calmos. Nesses meses a maior gratificação que tive não foi financeira, mas me sinto absurdamente realizada e em paz com as decisões que venho tomando ao longo desse período.

Ser empreendedora da minha própria vida tem refletido decisivamente na minha profissão. Ter atitude e decidir por um caminho menos confortável e mais gratificante tem mudando o rumo dos acontecimentos a uma velocidade que às vezes custo a acreditar.

A lição que tiro disso? Sair em busca do que faz sentido para a sua vida, mesmo que a princípio não faça sentido nenhum. Ter ao seu lado pessoas com os mesmos objetivos, que acreditem em você e apostem juntas no que estão buscando, te fará uma profissional e pessoa melhor.

Há alguns meses li a entrevista da ex-executiva da Natura dizendo que “não quero ser mais executiva e isso não é ruim…”, na época já entendia os motivos que a levou por este caminho, me fazendo pensar na minha própria vida e carreira. Hoje, tenho certeza que foi naquele momento que comecei a decidir o que estou vivendo hoje.

Que outras pessoas, ao lerem esse texto, se inspirem para ir atrás daquilo que realmente desejam.

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Controlando a ansiedade…

A ansiedade é, talvez, o mal desse nosso século.

A velocidade com que as coisas acontecem nos traz a sensação de que tudo deve ser imediato, muita vezes para ontem.

A internet, associada com as redes sociais e a mobilidade, intensificou essa necessidade, trazendo com ela frustrações, desespero e tristeza.

Não por acaso, vivemos boa parte das nossas vidas conectados, em essência é benéfico por trazer diversas possibilidades e facilidades, mas por outro lado parece que perdemos a medida do razoável, exigindo cada vez mais que a vida se comporte como a tecnologia. Estamos descobrindo, a duras penas que não é bem assim, que os acontecimentos têm tempo e hora, que as pessoas têm vontades e necessidades diferentes das nossas, e que a urgência é relativa a tudo isso.

O termo “esperar” ganhou forma de descomprometimento e passou a ser julgado como comodismo e falta de vontade. Mas espere um instante… tudo tem que estar à disposição a qualquer hora e lugar, não importando os acontecimentos, disposição e vontade própria?

No ambiente de trabalho, muitas coisas devem ser pensadas e consideradas, é fato! Porém, muitos abusos são marcados pelo autoritarismo, mascarados pela busca do comprometimento e dedicação, ultrapassando a barreira da vida pessoal. Levando bons profissionais a desistirem das suas carreiras por não aguentarem tamanha pressão e julgamentos que não tem a ver com sua real postura perante os fatos.

Me coloco nessa posição, já fui elogiada e até recebi um breve título de “funcionará do mês” por ter trabalhado até as 3h da manhã. Naquele momento me pareceu estranho, e só mais tarde entendi que aquilo não se passava de abuso disfarçado, pois ficar até aquele horário era retrato da falta de organização e controle da gestão. O reconhecimento fez mais mal do que bem, apesar da atitude ter sim seu comprometimento, só me fez ver o quanto aquela situação fora de controle não estava sendo vista.

Agora, estou aqui ESPERANDO para fazer uma reunião e decidi escrever esse post para evitar o pensamento “odeio esperar”, seguindo em frente e aproveitando o tempo livre para exercitar o prazer recente descoberto: escrever.

Me fez bem e achei que deveria compartilhar 😉